Prefeitura de Trindade começa 2014 com nome limpo

Justiça determina retirada do Município de Trindade do cadastro de inadimplentes do governo federal. O prefeito Jânio Darrot (PSDB) comemora decisão que permite à Prefeitura celebrar novos convênios, prorrogar os vigentes, bem como receber transferências de recursos federais. Segundo ele, os moradores não poderiam ser penalizados devido a irregularidades cometidas por gestões anteriores.
A Justiça determinou à Caixa Econômica Federal, por meio da Gerência de Desenvolvimento Urbano (Gidur) de Anápolis, a retirada do município de Trindade do cadastro de inadimplentes do governo federal, até o julgamento final do processo. O juiz de Direito Éder Jorge deferiu na sexta-feira (27 de dezembro) o pedido de liminar em face de Ação Civil Pública de improbidade administrativa contra o ex-prefeito Ricardo Fortunato (PMDB) por irregularidades na prestação de contas em convênio.
A Ação Civil Pública narra a omissão do ex-prefeito em prestar contas referentes aos contratos firmados, mesmo depois de diversas vezes notificado para tanto. Este descaso gerou inúmeros prejuízos aos moradores da cidade devido à inserção do município de Trindade no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi), e no Cadastro Único de Convênios (Cauc).
Esta inscrição impedia o Município de Trindade de celebrar novos convênios, a não prorrogação dos vigentes, bem como receber transferências de recursos federais, devido a irregularidades praticadas por gestões anteriores.
De acordo com a exposição do juiz de Direito Éder Jorge, a ação visa a “responsabilização da Gestão Municipal anterior pelo suposto ato de improbidade administrativa, no bojo da qual será apurada a prestação regular de contas do requerido enquanto prefeito municipal, cumprindo o objetivo da norma supra transcrita”.
O juiz ressalta o “interesse público abarcado nos convênios os quais estão na iminência de serem firmados entre o governo federal e o Município de Trindade”. Diante da possibilidade de rejeição das propostas de renovação e da impossibilidade de serem firmados novos acordos, ele impôs a concessão da liminar.
O prefeito Jânio Darrot comemorou a decisão ao observar que a população de Trindade não pode ser penalizada pelo comportamento administrativo irregular de gestões anteriores. Segundo observa, a suspensa da inscrição do Município no cadastro de inadimplentes do governo federal permitirá o acesso a recursos da União fundamentais para implementar novas obras na cidade.
As irregularidades que acabaram por levar Trindade ao cadastro de inadimplentes do governo federal foram de responsabilidade de gestões anteriores. O ex-prefeito George Morais (PDT), por meio do programa Habitar Brasil contraiu financiamento da ordem de R$ 16 milhões para construção do residencial Setor Vida Nova, mas as obras não foram concluídas e não foi feita a devida prestação de contas.
O ex-prefeito Ricardo Fortunato contraiu do governo federal em 2009 R$ 200 mil oriundos do programa de formação esportiva Segundo Tempo, não fez a prestação de contas nem concluiu as obras que previam construção de quadras poliesportivas, campos de areia e de grama. Fortunato também contraiu R$ 800 mil para pavimentação do Setor Palmares, o que deveria incluir obras de sarjeta, galeria pluvial e esgoto, mas só cumpriu o primeiro destes itens.
Fonte: Assessoria de Comunicação Prefeitura

Entrevista Completa Jânio Darrot para Jornal Diário da Manhã

“Encontrei só crise e caos” Prefeito diz que cidade estava paralisada quando assumiu o cargo.

Com uma suposta dívida de R$ 50 milhões como herança de Ricardo Fortunato (PMDB), o tucano Jânio Darrot (PSDB) diz com exclusividade ao Diário da Manhã que encontrou a Prefeitura de Trindade com os serviços públicos paralisados, sem atendimento na área de saúde, as ruas invadidas por buracos, salários dos servidores públicos atrasados e unidades escolares destruídas. “Uma cidade paralisada”, dispara.

Ele informa que não houve o processo de transição na administração entre a gestão passada e a nova administração. “Os números oficiais não foram revelados. Entramos totalmente no escuro”, reclama. Com uma receita mensal de R$ 9 milhões, ele gasta, hoje, em média, 40% com a folha de pessoal, espera captar recursos financeiros na Esplanada dos Ministérios e anuncia contratos e convênios com o governo do Estado.

Ex-deputado estadual, ele afirma ao DM que Marconi Perillo (PSDB) é o nome natural para a corrida ao Palácio das Esmeraldas no ano de 2014. Depois do ajuste fiscal de 2011 e da crise política de 2012, o governo estadual retomará o crescimento econômico, executará obras e serviços nos 246 municípios de Goiás, em particular em Trindade, e elevará o grau de aprovação popular à administração, aposta, animado o dirigente.

“Não há Plano B”, garante. Jânio Darrot insiste que o nome dele é Marconi Perillo. Pragmático, sugere a manutenção da chapa de 2010 que concorreu à Casa Verde, com o advogado democrata José Eliton na vice. Equilibrista na arte da política, não quer entrar “em bola dividida” e explica que a base aliada possui dois nomes com densidades política e eleitoral para a eleição ao Senado – Cyro Miranda e Vilmar Rocha – e recomenda unidade.

O prefeito de Trindade não acredita na unidade das oposições em Goiás – PT, PMDB, DEM, PSC, PSB, PDT. “Existe uma divisão muito grande entre eles”. Ele repete o mantra do tucanato goiano. “O senador Aécio Neves é a melhor opção do partido para enfrentar nas urnas eletrônicas do ano que vem a petista Dilma Rousseff”, adianta. É que, para ele, o ex-prefeito de São Paulo José Serra já teve as suas chances.

Príncipe dos sociólogos, o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, pai do Plano Real, quer que o PSDB tome um “banho de povo”. Jânio Darrot concorda com a sugestão sociológica. “Menos em Goiás e em Trindade”, brinca, onde os tucanos derrotaram nas últimas eleições (2010 e 2012) os seus adversários políticos e ideológicos. Ele acha cedo para conversar sobre 2016, mas avalia que o futuro de 2018 está aberto.


Mercado

Nascido em Trindade no ano de 1955, ele é proprietário de uma confecção que fabrica produtos da marca Jean Darrot. A empresa, que possui 30 anos de mercado, gera 510 empregos direitos e mil indiretos. Veterinário, Jânio Darrot havia sido demitido da Emater, onde trabalhava, pelo “Decretão” de 1983 do então governador de Goiás à época Iris Rezende Machado (PMDB). Torcedor do Vila Nova, ele não crê no rebaixamento do Tigrão.

Leia a Entrevista na íntegra – Jânio Darrot

DM – Como o senhor encontrou a Prefeitura de Trindade em 1º de janeiro de 2013?
Jânio Darrot – Encontrei uma cidade paralisada. Todos os serviços suspensos. Na saúde, não havia médicos. Na Educação, ele (Ricardo Fortunato) havia retirado os guardas e as escolas foram destruídas. O mato invadia as ruas, que também estavam cheias de buracos.

DM – Os salários do funcionalismo estavam atrasados?
Jânio Darrot – O salário do mês de dezembro estava atrasado. No mês de janeiro, pagamos duas folhas: a de dezembro e a de janeiro.

DM – Houve o tradicional processo de transição, normal das democracias contemporâneas?
Jânio Darrot – Em Trindade não houve transição. Ele (Ricardo Fortunado, PMDB, ex-prefeito) não alegou nada. Os números oficiais de arrecadação, despesas, contratos, convênios, dívidas não foram revelados. Entramos totalmente no escuro.

DM – Qual a receita mensal da Prefeitura de Trindade?
Jânio Darrot – A receita mensal é de R$ 9 milhões.

DM – Qual o montante das dívidas?
Jânio Darrot – R$ 50 milhões (Com fornecedores, previdência social, previdência privada, etc).

DM – Quantos funcionários têm o município?
Jânio Darrot – Dois mil e qui-nhentos.

DM – Qual o porcentual da receita é gasto com funcionalismo?
Jânio Darrot – Em média, 40%.

DM – Quais os projetos programados para 2013?
Jânio Darrot – A Prefeitura de Trindade irá criar o Plano de Saúde dos servidores. Uma negociação está em andamento com o Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores de Goiás (Ipasgo). Iremos assinar, até junho, um contrato para a construção de 1.400 imóveis (Apartamentos e casas populares). O investimento na rede de infraestrutura do município será ampliado. Em convênio com a Agência Goiana de Transportes e Obras Públicas (Agetop) vamos recuperar as principais ruas e avenidas da cidade. A meta é recuperar 630 mil metros quadrados na primeira etapa. Na segunda etapa, 310 mil metros quadrados.

DM – Qual a relação com o governo Federal?

Jânio Darrot – Uma relação institucional, republicana. A Prefeitura de Trindade já cadastrou no Ministério das Cidades, em Brasília, projeto para captar R$ 67 milhões para pavimentação asfáltica. No Ministério da Saúde, apresentamos dois projetos: o primeiro solicita a construção de uma Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) Tipo 2, com o custo de R$ 2,3 milhões. Mais: o segundo é a edificação de cinco unidades básicas de saúde, que custarão R$ 1,4 milhão. No Ministério da Educação, dois projetos também. Um que sugere a construção de seis novos CMEIs, no valor de R$ 7,8 milhões. Além de cinco novas escolas de ensino fundamental.

DM – Quais obras e serviços serão feitas em parceria com o governo Estadual?
Jânio Darrot – A Prefeitura de Trindade já disponibilizou cinco áreas para a construção de cinco escolas Século 21. Mais: iremos implantar um ambulatório médico de múltiplas especialidades. A área da unidade será de 25 mil metros quadrados. Uma obra estimada em R$ 14 milhões. A licitação sai nos próximos meses.

DM – Marconi Perillo disse ao O Popular que pode não disputar 2014. Qual é a opção para a Casa Verde?
Jânio Darrot – Marconi Perillo é o candidato natural do PSDB e da base aliada para 2014. Mas, isso depende dele. Ele é movido a desafios. No momento certo, creio que ele irá tomar essa decisão. É preciso deixar claro que a sua prioridade em 2013 é administrar Goiás. Em 2014, acredito, ele está motivado.

DM – Existe Plano B?
Jânio Darrot – Não há Plano B. Acredito que não. O partido (PSDB) não abrirá mão de sua candidatura.

DM – Qual a melhor opção para a vice?
Jânio Darrot – A ordem natural é que seja mantida a chapa vitoriosa nas eleições de 2010, com Marconi Perillo e o advogado José Eliton, democrata, na vice. Apesar disso, a política é dinâmica e o processo caminha.

DM – Senado (Vilmar Rocha versus Cyro Miranda): que fazer? 
Jânio Darrot – São dois grandes nomes para representar o Estado de Goiás no Senado. Nomes fortes, competitivos. Cyro Miranda, senador, é o candidato natural. Mas Vilmar Rocha é uma opção com densidade política e eleitoral e livre trânsito na base aliada e no PSDB, em particular. O PSD e Vilmar Rocha possuem legitimidade para integrarem a chapa majoritária de 2014.

DM – O senhor acredita na unidade das oposições em Goiás?
Jânio Darrot – Existe uma desunião e uma indecisão muito grande na oposição. O PT quer a cabeça-de-chapa. O PMDB também. Essa situação das oposições é favorável à base aliada. Uma coisa é certa: essa briga entre eles deixará sequelas.

DM – Aécio Neves ou José Serra?
Jânio Darrot – O PSDB entrará em 2014, na eleição presidencial, com muita força. O ex-prefeito de São Paulo José Serra já teve duas chances: em 2002 e no ano de 2010. Agora, acredito, o momento é do jovem senador Aécio Neves, de Minas Gerais.

DM – Qual a sua análise sobre o projeto de Eduardo Campos?
Jânio Darrot – Trata-se de um nome de respeito, mas acredito na força política e eleitoral do PSDB Nacional. O PSDB é de chegada.

DM – Dilma Rousseff é favorita?
Jânio Darrot – Falta muito tempo ainda para as eleições presidenciais.

DM – Há risco, hoje, de volta da inflação?
Jânio Darrot – É, hoje, a grande preocupação dos brasileiros, que aprovaram, em 1994, a adoção do Plano Real e elegeram e reelegeram Fernando Henrique Cardoso. Mas acredito que o governo federal irá mantê-la sob controle.

DM – Como o senhor vê a desoneração parcial da folha das empresas?
Jânio Darrot – A questão trabalhista pesa muito para o empresário. A desoneração é importante para o crescimento econômico, o desenvolvimento sustentável, a geração de empregos. Mas é preciso ampliá-la para todos os setores.

DM – Como o senhor vê a criação do Ministério da Micro e da Pequena Empresas
Jânio Darrot – É uma medida correta. Não tenho dúvida. União, Estados e municípios devem incentivar os micros, pequenos e médios empresários. É fundamental termos milhões de empreendedores.

DM – FHC diz que o PSDB precisa “tomar um banho de povo”: o senhor concorda?
Jânio Darrot – Em Goiás e no município de Trindade, não. O PSDB é popular. Mas em nível de Brasil acredito que sim. Acho que o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, no plano nacional, está certo, coberto de razão. Nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, o PSDB precisa identificar-se com o povo.

DM – Em 2016, a reeleição faz parte de sua agenda política?
Jânio Darrot – Assumi a Prefeitura de Trindade há 100 dias. O meu foco, hoje, é recuperar as finanças municipais, celebrar parcerias, captar recursos dos governos estadual e federal e executar obras e serviços de interesse público. 2016 somente em 2016.

DM – 2018: o senhor sonha em ser governador de Goiás?
Jânio Darrot – Aprendi uma coisa: em política existe fila. Grandes nomes do cenário estadual estão na minha frente. Tenho clareza, porém, de que o meu futuro político decorrerá do sucesso ou fracasso de minha administração em Trindade. Atualmente o meu foco objetivo é reconstruir a Trindade.

DM – Quando surgiu a Jean Darrot?
Jânio Darrot – Sou veterinário por formação. Em 1983, fui demitido da Emater pelo então governador Iris Rezende Machado. Sou filho de alfaiate (O seu pai é Juarez de Almeida Freire). Cresci em uma alfaiataria. Em 1984, abri em Trindade, onde nasci, uma confecção. Já no ano de 1988 criei a marca Jean Darrot.

DM – Quantos anos possui a empresa, em quantos municípios ela está instalada e emprega quantos funcionários?
Jânio Darrot – A confecção tem 30 anos de história no mercado. Ela está instalada em seis municípios: Goiânia, Trindade, Itaberaí, Alexânia, Anápolis e Aparecida de Goiânia. Ela gera 510 empregos diretos e mil indiretos.

Fonte: Jornal Diário da Manhã

BETESDA – Centro de Recuperação de Dependentes Químicos

O Centro de Recuperação Betesda é uma instituição filantrópica beneficente, evangélica, sem fins lucrativos. Uma das primeiras casas a se instalar no município de Trindade visando a Prevenção, Recuperação e Reintegração à sociedade pessoas dependentes em álcool e outros tipos de drogas psicotrópicas e pessoas com desvios de personalidade, atuando na cidade de Trindade a 7 (sete) anos fruto de um trabalho pioneiro que teve como sigla “CERID”, com experiências de mais 13 anos na área.

Trindade Celebra 91 anos

Nesta quarta-feira (31/08) Trindade completa 91 anos de emancipação política. Confesso que tentei prestar uma homenagem muito especial à minha terra natal, a cidade que, de uma maneira muito específica, participou da minha vida desde a infância e continua presente agora. Contudo, percebi o quanto é difícil homenageá-la, devido a sua significativa representatividade.

É bem verdade que, na tentativa de reconhecer a sua grandeza, muitas idéias povoaram a minha mente. Mas nenhuma foi capaz de retratar com exatidão a minha admiração diante de sua singular importância.

O nome “Trindade” não significa apenas “três santidades”. Trindade tem o seu nome originado num dos maiores mistérios do cristianismo, o que ensina a união de três pessoas distintas numa só natureza – Pai, Filho e Espírito Santo. Isto nos leva a pensar numa cidade unida em torno de um só ideal.

No último censo Trindade contou com mais de cem mil habitantes. Um povo miscigenado, composto de diversas etnias, assim como todos os brasileiros. Uma cidade reconhecida por seus habitantes pelo sincretismo religioso que abriga. A tolerância religiosa é um de seus principais atributos. Sua bandeira traz duas mãos entrelaçadas, representando a concórdia e a fraternidade.

Relembrando um pouquinho da história, antes éramos Distrito de Barro Preto, as funções administrativas ficavam centradas no governo da Província, com sede em Vila Boa de Goiás. Somente em 1910 houve o desmembramento para Campinas, da qual continuamos distrito. Com a emancipação política, ocorrida em 16 de julho de 1920, foi criado o “Conselho Municipal de Trindade”, no dia 31 de agosto de 1920. A Câmara Municipal de Trindade, sob os ditames constitucionais de 1946, só ocorreu em 07 de dezembro de 1947. O primeiro prefeito (1920-1923) foi Anacleto Gonçalves Almeida.

Observando a nossa Trindade no dia em que completa 91 anos, livre das falsas peias das conveniências político-partidárias, posso afirmar sem nenhuma dúvida que há muito que comemorar. Nossa cidade e nossa gente são motivos para a nossa celebração!

Que Deus abençoe a todos os trindadenses!